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Estética Dental7 min de leitura

Gengivoplastia: o que é, quando é indicada e como funciona no sorriso gengival

Nem todo sorriso gengival tem a mesma causa — e por isso nem todo caso se resolve só com gengivoplastia. Entenda o diagnóstico antes do procedimento.

Por Equipe Instituto BeltrameRevisão técnica: Dr. Luís Henrique Beltrame — Implantodontia e Reabilitação Oral
Sorriso com harmonia entre a proporção de gengiva e dentes.

A gengivoplastia é um procedimento cirúrgico que remodela o contorno da gengiva, usado quando ela aparece em excesso ou de forma assimétrica no sorriso — o que a odontologia chama popularmente de "sorriso gengival". É um procedimento comum, mas que só faz sentido depois de um diagnóstico correto: nem toda gengiva aparente tem a mesma origem, e tratar a causa errada não resolve o que incomoda o paciente.

O que é o sorriso gengival

Fala-se em sorriso gengival quando uma faixa maior que o habitual de gengiva fica visível ao sorrir, alterando a proporção entre dentes, gengiva e lábio. Não é uma condição de saúde por si só — é uma característica estética que pode ou não ter uma causa tratável.

O ponto central é que "gengiva aparecendo demais" é uma descrição do que se vê, não um diagnóstico. Antes de indicar qualquer procedimento, é preciso identificar de onde vem esse excesso.

Quais são as causas do sorriso gengival

O sorriso gengival pode ter origens diferentes, e cada uma pede uma abordagem própria:

Causa O que acontece Abordagem típica
Excesso de gengiva (crescimento gengival) A gengiva cobre mais coroa dentária do que deveria, mas o osso está em posição normal Gengivoplastia isolada
Erupção passiva alterada Os dentes não expuseram totalmente a coroa durante o desenvolvimento, deixando gengiva "sobrando" Gengivoplastia, às vezes associada a pequeno ajuste ósseo
Lábio superior hipermóvel O lábio se eleva mais do que o esperado ao sorrir, expondo mais gengiva independentemente do tamanho dela Avaliação com outras especialidades; gengivoplastia isolada tende a não resolver
Excesso vertical de maxila A posição óssea da maxila projeta a gengiva para baixo Avaliação ortodôntica e/ou cirúrgica; foge do escopo da gengivoplastia isolada
Desgaste ou erupção incompleta dos dentes Os dentes parecem "curtos", dando a impressão de mais gengiva Pode envolver gengivoplastia combinada com outros tratamentos estéticos

Essa é a razão pela qual a avaliação clínica é indispensável: duas pessoas com sorrisos gengivais parecidos podem precisar de tratamentos completamente diferentes.

Como é feito o diagnóstico

A avaliação para sorriso gengival costuma incluir:

  • exame clínico da gengiva, incluindo sondagem periodontal para medir a proporção entre gengiva e coroa dentária visível;
  • análise fotográfica do sorriso, em repouso e em sorriso amplo, para observar o comportamento do lábio;
  • avaliação da saúde periodontal geral, já que doença gengival ativa precisa ser tratada antes de qualquer procedimento estético;
  • radiografia, quando há suspeita de componente ósseo envolvido;
  • em alguns casos, avaliação conjunta com ortodontia ou cirurgia bucomaxilofacial, quando a causa não é exclusivamente gengival.

Como funciona o passo a passo da gengivoplastia

1. Avaliação e diagnóstico da causa. Etapa descrita acima — é o que define se a gengivoplastia isolada resolve o caso.

2. Planejamento do novo contorno. Com base na proporção ideal entre dentes, gengiva e lábio, a nova linha gengival é desenhada considerando as características do rosto de cada paciente.

3. Anestesia local. O procedimento é realizado em consultório, sem necessidade de internação.

4. Remodelação do contorno gengival. O excesso de tecido é removido com técnica cirúrgica ou a laser, conforme a indicação de cada caso, seguindo o desenho planejado.

5. Orientações pós-operatórias. Cuidados com higiene local, alimentação nos primeiros dias e sinais que exigem retorno à clínica.

6. Acompanhamento. Consultas de retorno para avaliar a cicatrização e o resultado final do contorno.

Recuperação e cuidados

A cicatrização gengival inicial costuma ocorrer nas primeiras uma a duas semanas, com algum desconforto e sensibilidade local — controláveis com as orientações da equipe. O contorno final, no entanto, se estabiliza ao longo de um período mais longo, que varia conforme a resposta individual de cicatrização. Por isso, avaliações de acompanhamento fazem parte do plano.

Quem não é candidato à gengivoplastia (ou precisa de outra abordagem primeiro)

  • pacientes com doença periodontal ativa, que precisa ser controlada antes de qualquer cirurgia estética;
  • casos em que a causa do sorriso gengival é puramente óssea ou relacionada à mobilidade do lábio, sem componente gengival relevante;
  • expectativas que dependem de mudanças que a gengivoplastia isoladamente não entrega, como alterar a posição óssea da maxila.

Nesses cenários, o caminho não é descartar o tratamento do sorriso gengival — é reorganizar as etapas ou combinar especialidades diferentes, sempre a partir do diagnóstico.

Gengivoplastia combinada com outros tratamentos

É comum a gengivoplastia ser planejada junto com lentes de contato dental ou clareamento dental, quando o objetivo é o sorriso como um todo — a proporção entre gengiva, dentes e cor faz parte da mesma composição estética. A ordem das etapas (o que é feito primeiro) depende do planejamento e do tempo de cicatrização necessário entre elas.

Resumo

Sorriso gengival é uma descrição do que se vê, não um diagnóstico único — pode vir de excesso de gengiva, erupção passiva alterada, mobilidade do lábio ou posição óssea da maxila, e cada causa pede uma abordagem diferente. A gengivoplastia remodela o contorno gengival em consultório, com anestesia local, e resolve o componente gengival do sorriso gengival quando essa é, de fato, a causa identificada na avaliação. Pode ser combinada com lentes de contato dental ou clareamento dental dentro de um plano mais amplo. A indicação — e a certeza de que a gengivoplastia é o procedimento certo para cada caso — depende sempre de diagnóstico clínico individual.

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No Instituto Beltrame, em Guarulhos, a avaliação do sorriso gengival começa pelo diagnóstico da causa, não pela indicação automática de cirurgia. Agende sua consulta pelo WhatsApp (11) 98467-6243.

Referências

  1. Conselho Federal de Odontologia. Código de Ética Odontológica (Resolução CFO-118/2012). Disponível em: https://website.cfo.org.br/
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Perguntas frequentes

O procedimento é realizado em consultório com anestesia local, então não há dor durante a cirurgia. No pós-operatório é comum algum desconforto e sensibilidade nos primeiros dias, controlados com as orientações e, quando indicado, analgésicos prescritos pelo profissional.

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